domingo, 19 de março de 2023

A PRÁTICA DO ADULTÉRIO NO MEIO EVANGÉLICO E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS


O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS                                                1º CAPÍTULO


O assunto “adultério” não é muito abordado no meio cristão devido a sua notória complexidade de interpretação, sendo ainda este fato  o grande responsável pelo crescente número de recasamentos que não devia acontecer no meio evangélico. Talvez a causa principal seja dificuldades do crente entender corretamente os ensinos de Jesus em seu evangelho, e dentre estes os que tratam sobre o proibitivo recasamento e a consequente e abominável prática do "adultério". Para um correto entendimento dos ensinamentos de Jesus, é necessário que seja observado todo o contexto daquilo que trata sobre o assunto.


O resultado do que pode ocorrer com a não observância ao contexto e o uso da interpretação “Ipsis Litteris" para Mateus 5:32 por exemplo, vai ensejar o entendimento de uma interpretação equivocada com notória prevalência masculina sob todos os aspectos. Além disso, essa interpretação ainda vai condicionar desde logo o ensino errado de que em qualquer caso que ocorrer o repúdio, a mulher será sempre a grande responsável e portanto sempre tida como uma adúltera. Por outro lado, quando observado todo o contexto  veremos que a realidade é bem diferente como veremos ao longo deste arrazoado.   


Também aplicando a leitura na forma “Ipsis Litteris” no revelado em Lucas 16:18, será também entendido (errado ensino), de que a mulher SEMPRE será uma adúltera quando ocorrer o repúdio.

Um fato que precisa ser entendido e ficar muito bem esclarecido para todos os crentes, é entender a verdade sobre quando ocorre realmente a prática do adultério no casamento. Em Levítico 20.10 no Antigo Testamento, vemos que Deus condena à morte o adúltero e à adúltera quando encontrados na prática do ato do adultério. Todavia, no Novo Testamento a prática do adultério não enseja a morte física dos adúlteros, mas eles são condenados por Deus à “morte espiritual” e não herdarão o Reino de Deus conforme está revelado em 1 Coríntios 6:10 e Gálatas 5:19 e 21.


O ADULTÉRIO PROPRIAMENTE DITO -    


O ato do adultério pode vir a ser praticado por “qualquer” dos cônjuges e não unicamente pelo homem como alguns pensam. No evangelho de Jesus há ensino em 1 Coríntios 7:1-17, revelando que tanto o marido quanto esposa perante Jesus no casamento ambos têm os mesmos direitos e obrigações por cumprir. Desta forma e pelo ensino revelado em 1 Coríntios 7:10-11, poderá ocorrer da esposa “repudiar” seu esposo e vice versa. Tratemos agora o que ocorre quando qualquer dos cônjuges repudia o outro sem que o cônjuge repudiado tenha praticado relações sexuais ilícitas no casamento. Diferente do que muitos pensam e até ensinam, isto não significa que tenha ocorrido um adultério pelo fato de um dos cônjuges ter praticado o repúdio 

 

Informamos que este arrazoado tem 6 capítulos abordando a prática do adultério no meio evangélico, suas graves consequências e a morte espiritual do crente adúltero. Gostaria de receber do irmão ou irmã comentários ou contestações com as devidas referências bíblicas enviadas para o e-mail claymiltonmalaquias@gmail.com

   

A verdade que precisa ser entendida por todos do meio evangélico, é que no caso acima citado, ocorreu que um dos cônjuges resolveu continuar sua vida abdicando da companhia do outro cônjuge, mas terá  que cumprir as obrigações civis que são pertinentes ao caso. Todavia, que fique muito claro que o crente cônjuge deixado AINDA não tem direito de voltar a casar. Isto só vai acontecer quando aquele que abandonou o casamento venha cometer adultério ao casar com outra pessoa ou passar a furnicar. Isto tem por base os ensinos do Mestre revelados em 1 Coríntios 7:11. De igual forma isto deve ser o mesmo proceder para o crente que tem cônjuge descrente e esse opte por abandonar o Filho de Deus. Enquanto o descrente não praticar o adultério e mesmo que ele tenha pedido e acontecido o divórcio, a liberdade do crente para voltar a casar ainda não se faz presente. Tal fato só acontece depois que o cônjuge descrente adulterar. Continua no 2º ao 6º capítulo. Até logo!


Espero não ter ofendido e nem escandalizado o  irmão ou irmã, pois nossa intenção é de informar. Agradeço e peço perdão. Do seu irmão menor, Fco. Claymilton Pinto Malaquias. 


Fortaleza - Ceará Maio de 2022.





























  • A PRÁTICA DO ADULTÉRIO NO MEIO EVANGÉLICO E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS -

  • O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS

  • 2º CAPÍTULO


Uma verdade encontrada em decorrência dos ensinamentos de Jesus sobre cônjuge crente abandonado, é que enquanto o fato permanecer em evidência apenas aquele que abandonou  seu cônjuge estará sob o pecado de desobediência a Deus. Um fato vem acontecendo no meio evangélico e NÃO TEM respaldo bíblico. Este fato é que alguns líderes afirmam e até ensinam que por causa do amor, deve o cônjuge repudiado e traído pelo adultério praticado por aquele que o repudiou, “OBRIGATORIAMENTE CONCEDER O PERDÃO AO CRENTE ADÚLTERO E AINDA ACEITAR VOLTAR A CONVIVER COM O MESMO”. E estes mesmos líderes alegando a obrigatoriedade da prevalência do amor em obediência a Deus, vão mais longe dizendo que tudo tem que ser assim, mesmo que tal pecado já seja do domínio público e da membresia de sua igreja. Entre as bases bíblicas que lhes dão sustentação citam por exemplo o revelado por Jesus em Lucas 15:24, na parábola do filho pródigo, Todavia, parece que não veem que não ocorreu traição no qué relatado na parábola, quando alí está sendo ensinado a prática do grande amor e fé daquele pai. Os líderes estão redondamente equivocados, pois se a obrigatoriedade do perdão para o adúltero  fosse um ensino bíblico, Jesus não teria ensinado em Mateus 5:32 e Mateus 19:9, que se o cônjuge vier a praticar o adultério, esse seu ato impensado vai de imediato conceder o direito bíblico para o cônjuge traído casar novamente. Assim, fica o ensinamento de que o adultério é tão abominável para Deus, que Jesus até concede ao cônjuge traído o direito dele seguir sua vida com novo cônjuge em um novo casamento, desde que isto venha a ser de sua vontade. 


Informo que este arrazoado tem seis capítulos abordando a prática do adultério, suas graves consequências e a morte espiritual do crente.

 

Gostaria de receber comentários e ou contestações com as devidas referências bíblicas do que o irmão ou irmã puder citar, enviando para o email claymiltonmalaquias@gmail.com. 


No casamento entre os ímpios existe a prática comum de que se um cônjuge é abandonado com ou sem motivo para isso, ele pede o divórcio e em poucos dias já está apto para casar novamente e não há nenhuma censura. Todavia, no meio evangélico a coisa é bem diferente e em obediência ao evangelho de Jesus  apenas duas situações como já falamos permitem ao cônjuge crente contrair novo casamento sem cometer adultério, e as duas situações são as seguintes: 1) Quando ocorre a morte física de um dos cônjuges como é revelado em 1 Coríntios 7:39. 2) Quando um dos cônjuges vier a praticar adultério e não receba o perdão do cônjuge traído. Por conta do contexto e dos ensinos de Jesus, precisamos ressaltar que no meio evangélico, quando o cônjuge é ABANDONADO e o outro cônjuge deixa o convívio do lar, não existe permissividade para um novo casamento de qualquer dos cônjuges. Ambos devem então aguardar até que qualquer dos dois venha a praticar o adultério ou tudo seja resolvido com o “perdão”, com a reconciliação e a retomada do convívio cristão no casamento.


Desta forma, se um cônjuge crente abandonado desde algum tempo vier a deixar a sua igreja uma vez que deseja voltar a casar, ele vai  incorrer na prática do adultério. Sua atitude não agradará a Deus e por mais absurda que pareça, ela vai é conceder o “direito bíblico” para aquele cônjuge que lhe abandonou poder contrair novas núpcias sem o cometimento do adultério. Assim, no contexto que trata sobre o repúdio e abandono do matrimônio, há em Mateus 19:10-12 um ensino muito claro de Jesus revelando as sérias dificuldades para os casos em que venha a ocorrer uma separação de cônjuges evangélicos, que enquanto estão aguardando definição de suas situações e impedidos de novo casamento, são presas fáceis para cair nas artimanhas do inimigo e suncubir ao adultério.

Continua no capítulo 3º. Até logo! 








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  • O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS

  • 3º CAPÍTULO


  • O Mestre ainda ressalta as muitas tentações que virão por parte do maligno, objetivando levar o crente à prática de pecados, e principalmente seu envolvimento com a fornicação e a consequente prática do adultério.


Sem objetivar ser o dono da verdade (só o Senhor o é), devemos lembrar que não podemos estudar e querer entender corretamente os ensinos de Jesus se o fizermos na forma “Ipsis Litteris” e sem observação ao contexto. Se assim fizermos, estaremos incorrendo no grave erro de entender que em qualquer situação de separação de casais evangélicos, o cônjuge feminino vai sempre ser visto como o causador da separação, e por consequência visto como adúltera, mas tal fato pode ser facilmente visto não se tratar de verdades ensinadas. Em observação aos ensinos bíblicos sobre adultério, vemos que o cônjuge feminino só pode ser entendido como uma adúltera, quando a mulher trair a seu marido praticando a relação sexual ilícita, fato que caracteriza um adultério e dar ao marido o “direito bíblico” para pedir o divórcio e realizar um novo casamento se assim for da sua vontade. 


Outro ensino de Jesus sobre o assunto casamento, também é dito sobre o que pode acontecer quando existe o casamento de crente com descrente, como podemos ver nas situações reveladas em 1 Coríntios 7:12-13. Por outro lado, que fique bem entendido que o revelado por Jesus em 1 Coríntios 7:15, que fala sobre o fato do crente aparta-se do não crente por incompatibilidades, não dar direito do crente pensar que já tenha a posse da plena liberdade para enveredar por um novo casamento. Aqui também ocorre a necessidade do crente abandonado pelo descrente aguardar os acontecimentos, e isto até o não crente decidir pelo caminho do adultério, motivo que permite àquele cônjuge crente abandonado o direito de contrair um novo casamento, desde que com pessoa da família de Deus.                    


Precisamos ressaltar que o adultério praticado antes da pessoa se converter e ter entregue sua vida a Jesus, é pecado já perdoado pois foi praticado antes da pessoa conhecer os ensinos de Jesus.  

Vamos ressaltar e atentar para algumas importantes verdades bíblicas sobre o recasar. Assim, e para um correto e definitivo entendimento de permissividade para um crente em Jesus ou um evangélico voltar a contrair novo casamento, apenas duas situações reveladas por Jesus permitem BIBLICAMENTE tal acontecimento e são elas: 1) Pela comprovada morte física do cônjuge (1º Coríntios 7:39), e  2) Na ocorrência de adultério, quando um dos cônjuges de forma comprovada realizar a relação sexual ilícita (Mateus 19:9). Se um crente voltar a casar sem ter por base uma das duas situações citadas, por certo ele estará cometendo o pecado do adultério.


Como visto acima, apenas duas situações de vida permitem ao Filho de Deus voltar a contrair o matrimônio e não pecar pelo adultério. Todavia, vamos a seguir enumerar algumas situações que carecem de atenção, pois biblicamente elas não estão contempladas com a permissividade para um novo casamento e são elas:

1ª) O que dizer quando um dos cônjuges for condenado para cumprir uma pena de “prisão perpétua” (não necessariamente no Brasil). Preciso dizer que Deus pode tudo e observado o motivo da condenação o crente condenado poderá vir a receber um indulto governamental e ganhar a liberdade, ou esse crente pode ter reformulada sua sentença de morte, substituída por alguns anos de encarceramento. 

Gostaria de receber os comentários ou contestações do irmão ou irmã com as devidas referências bíblicas enviando para o email claymiltonmalaquias@gmail.com Continua no 4º capítulo. Até logo!

A PRÁTICA DO ADULTÉRIO NO MEIO EVANGÉLICO E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS - 

O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS

4º CAPÍTULO  


 2ª) O que dizer quando ambos os cônjuges buscam sua liderança e informam a pretensão de separação por uma decisão consensual a que chegaram, e o desejo de que cada um passe “amigavelmente” a seguir sua vida, NÃO mais na companhia do outro. Eles alegam a incompatibilidade de gênios como causa, e afirmam que de forma conciliatória resolverão todas as obrigações determinadas para a separação, e que vão solicitar a certidão de divórcio. A liderança da igreja por sua vez vai orientá-los pedindo que aguarde um pouco mais de tempo e que orem a Deus pedindo que tudo seja resolvido de acordo com Sua Santa e Soberana Vontade. Após essas orientações, o líder perplexo poderia ficar perplexo ao ouvir os cônjuges alegarem que já buscaram essa orientação divina orando juntos, e pedindo a Deus que lhes iluminasse e após alguns dias eles chegaram a essa conclusão, e por isso estão comunicando.


3ª) O que dizer quando por doença contraída ou em consequência do envolvimento em um grave acidente, um dos cônjuges após ser diagnosticado por profissionais médicos e sendo observado o seu comportamento e reações, sua família receber diagnóstico de que o paciente sobreviveu, mas que ficou com graves sequelas cerebrais IRREVERSÍVEIS, e que doravante sua vida vai requerer internação permanente sob cuidados especiais, uma vez que a gravidade do acidente afetou sua racionalidade e ele já desconhece a tudo e a todos. Sua condição de vida será a de um lunático agressivo, sendo por isso recomendado seu distanciamento das pessoas.


  • OUTRAS CONSIDERAÇÕES PERTINENTES - 

  • Todos sabemos que somente a Trindade Divina detém todo o conhecimento da verdade absoluta sobre tudo e todos. Uma vez assim, fica entendido que as demais pessoas são passíveis do cometimento de erros involuntários em suas afirmativas. Em face do acima exposto e em complemento a esse nosso arrazoado, vamos  destacar alguns ensinos bíblicos revelados para nós no evangelho do nosso Mestre Jesus. No Novo Testamento encontramos ensinos de Jesus bem fáceis de entender, e que indicam aqueles pecadores que NÃO HERDARÃO o Reino de Deus. Estes ensinos podem ser vistos em 1ª Coríntios 6:10, Gálatas 5:19 e 21 e Apocalipse 21:8.

Observemos que dentre essas três referências bíblicas citadas, apenas em Apocalipse 21:8, não é mencionado o pecador adúltero. Entretanto, as qualificações de abomináveis e prostitutos podem englobar a figura daquele que pratica o adultério. De qualquer forma, o adúltero não vai poder herdar o Reino de Deus conforme revela o Senhor Jesus em 1ª Coríntios 6:10 e Gálatas 5:19 e 21. 


Vamos abordar agora a condição do pecador “incrédulo”, uma vez que os incrédulos são todas as pessoas que rejeitam a graça e não reconhecem o Senhor Jesus como o Filho de Deus enviado. Uma vez ser dado o abrangente significado para o "incrédulo", caberia perguntar: Porque Jesus decidiu citar em seus ensinos tantos tipos de pecadores que não vão herdar o Reino de Deus, como revelado em 1ª Coríntios 6:10, Gálatas 5:19 e 21 e em Apocalipse 21:8, e ainda citar dentre eles o pecador incrédulo? Respondendo a esta pergunta certamente muitos irão discordar do que for apresentado, sendo isso um fato que é o direito de todos, pois apenas a Trindade Divina como já foi dito é dona da verdade absoluta.


Gostaria de receber seus comentários irmão e irmã, enviados para o email claymiltonmalaquias@gmail.com  Continua  no 5 capítulo.







  • O ADULTÉRIO PRATICADO NO MEIO EVANGÉLICO E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS - 

  • O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS

  • 5º CAPÍTULO 


  • Um fato que precisa ser entendido por todos quer sejam crentes ou não, é que as pessoas que morrem fisicamente sendo incrédulos, já estão JULGADOS como está revelado no evangelho de Jesus em João 3:18, e VÃO DIRETAMENTE PARA O INFERNO” pois são aqueles que estão mencionados em Apocalipse 20:13, quando é revelado: “Será a vez do “INFERNO” entregar as almas dos que ali estão para que elas sejam lançadas no lago de fogo para o sofrimento eterno”. Alguém pode perguntar: E quem são os demais pecadores mencionados por Jesus e que assim como os incrédulos não herdarão o Reino de Deus? A resposta poderá ser contestada assim como também os demais comentários, pois alguns crentes nunca entenderam que os  ensinos de Jesus revelados em Mateus 7:21-23, Mateus 25:41-46 e João 5:28-29, trata sobre CRENTES QUE A MORTE ENCONTROU E OS LEVOU QUANDO ESTAVAM NA PRÁTICA DE PECADOS. Jesus deixou em Mateus 24:12-13, Apocalipse 2:7, 11, 26, Apocalipse 3:11 e ainda em Apocalipse 22: 19, o ensino de ser NECESSÁRIO O CRENTE PERSEVERA ATÉ O FIM para que seu nome seja encontrado escrito no Livro da Vida.         


UM ENSINO ALTAMENTE COMPLEXO -


Não é fácil entender o que levou o Senhor Jesus como revelado em João 8:1-11, decidir por não condenar aquela mulher acusada da prática de adultério. Jesus apenas disse: Vai-te e não peques mais! Uma verdade é que na Palavra de Deus essa decisão de Jesus não é de fácil entendimento, e requer um maior aprofundamento. Entretanto, buscando razões para entender corretamente aquela Soberana e Exclusiva decisão do Mestre, temos que antes de tudo, entender o ensino bíblico da “Onisciência” de Jesus, fato que lhe permitiu visualizar o real objetivo dos acusadores daquela mulher, bem como o verdadeiro pecado cometido por ela. Talvez essa seja a razão pela qual não trouxeram também o homem que participou do ato para receber a devida punição. Devemos lembrar ainda, que no período em que esse fato aconteceu, tudo era feito em obediência às Leis vigentes na época, e essa mesma Lei em Levítico 20:10, punia com a morte os dois protagonistas do adultério. Um fato que precisamos entender é que em uma relação sexual ilícita, pode ocorrer que apenas um dos participantes do ato pecaminoso esteja praticando o adultério. Isto acontece quando um dos participantes do abominável ato não seja pessoa casada, e que em vista desse fato apenas a pessoa casada comete o adultério. Por outro lado, o solteiro (a) ou viúvo (a) que participou daquele ato não comete adultério, e apenas podem ser atribuídos a ele os pecados da fornicação ou o pecado da protistuição. Entretanto irmãos, se o ilícito for praticado por duas pessoas casadas, independentemente de que no dia a dia eles estejam coabitando ou  não com seus cônjuges, ambos estão praticando o adultério.


Por tudo aqui apresentado, pelas evidências no fato relatado, bem como visto o contexto, foi que chegamos a conclusão que a mulher acusada de adultério e levada até Jesus não foi condenada pelo Mestre, porque Jesus na Sua Onisciência teria visto que a mulher não havia adulterado e sim cometido os pecados de fornicação ou prostituição, e que aquilo era uma “armação”. Claro que isto é apenas especulação daquilo que de fato aconteceu, mas como foi dito, as evidências remetem a esse desfecho de entendimento, uma vez que o relato bíblico do caso se destina muito mais para mostrar ensino da necessidade de uma auto-avaliação antes de julgarmos o nosso próximo, bem como mostrar os riscos que incorrem ao se fazer um julgamento precipitado. 


Gostaria de receber do irmão ou irmã seus comentários ou contestações com as devidas referências bíblicas enviando para o email claymiltonmalaquias@gmail.com  Continua no 6º capítulo.





  • O ADULTÉRIO PRATICADO NO MEIO EVANGÉLãICO E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS - 

  • O ASSUNTO TEM 6 CAPÍTULOS

  • 6º CAPÍTULO


  • Um fato muito grave que vem acontecendo no meio evangélico e se  tornando comum, é ver crente voltando a casar depois dele ter abandonado seu cônjuge sem que este tenha praticado o adultério. Este novo casamento além de ser abominável para Deus como visto em Mateus 5:32, ainda faz com que o novo cônjuge por casar com um adúltero, igualmente se faz adúltero e penso que muitos irmãos por certo não sabem ou não entendem sobre essa verdade bíblica.       

Levando em conta os comentários apresentados sobre os ensinos bíblicos que tratam da prática do adultério no meio evangélico e as suas graves consequências. podemos ousar e dizer que dentre todos os pecados nominados por Jesus em Seu Evangelho, e que impedem o acesso ao Reino de Deus, apenas um dos pecados de tão grave e abominável para Deus e tratado em 1ª João 5:16-17,  mesmo quando praticado uma única vez. Assim, somente o “PERDÃO HUMANO", um ato amado e ensinado por Deus, se concedido pelo cônjuge traído, poderá tratar esse grave pecado que é o “ADULTÉRIO”. 


Para um melhor entendimento do relatado acima sobre o pecado do adultério, todos os crentes em Jesus sabem que devemos estar em constante atenção e oração a Deus para não pecarmos. Todavia, e como revelado em 1ª João 1:8-10, se o crente pecar, deve após  se arrepender, pedir o perdão de seu pecado a Deus Pai em nome de Jesus. Se por exemplo praticou homicídio, deve se apresentar à autoridade competente para ser julgado. Se um mentiroso, deve parar de mentir, se faz feitiçarias, deve abandonar essa prática, se é solteiro e um fornicador, deve deixar de fornicar, se é ladrão ou roubador deve deixar de roubar, se odeia os irmãos, deve então passar a amá-los.  


Entretanto, se tiver cometido o adultério e não foi “perdoado” pelo seu cônjuge a quem traiu, esse pecador adúltero vai “PERMANECER PARA SEMPRE nessa condição de “adúltero”, pois até mesmo um "apóstata" pode vir a se arrepender e retornar da condição de apóstata, bastando apenas que arrependido e tendo pedido perdão, volte a perseverar na fé.

Já o adúltero, o que ele pode fazer para deixar essa condição? O adultério é uma ida sem volta. Somente pelo perdão do cônjuge e a notória reconciliação e continuidade do casamento, faz apagar essa              

mácula e o adultério deixa realmente de existir.


Fique entendido que o revelado por Jesus em 1 Coríntios 7:39, só se aplica para os casos acontecidos de separação entre cônjuges crentes e que tiver ocorrido adultério, se o ato um dia FOI PERDOADO pelo cônjuge traído. Entenda-se que o perdão do cônjuge traído jamais será igual ou superior ao perdão de Deus, uma vez que o perdão do cônjuge têm apenas a mesma força do revelado por Jesus em Mateus 18:18 e João 20:23.   


Já encerrando nossas considerações neste arrazoado, fica claro a gravidade do destino final de todo crente que se deixa suncumbi pelo pecado do adultério. Assim, é necessário que as nossas lideranças passem a alertar a comunidade evangélica sobre os riscos e desfecho caso algum crente em Jesus se deixe seduzir pelo pecado, e venha a cometer o abominável pecado do adultério sem volta.



Se magoamos ou escandalizamos algum irmão (a) pedimos perdão. Todavia, a nossa intenção sempre está voltada para ajudar a todos no correto entendimento dos ensinos contidos na Palavra de Deus.


Desejamos a todos a paz de Jesus e estamos a disposição para quaisquer esclarecimento pelo e-mail claymiltonmalaquias@gmail.com,

        Fortaleza 13 de maio de 2022


                                          


O DÍZIMO É OBRIGATÓRIO AINDA HOJE?

O DÍZIMO É OBRIGATÓRIO PARA O CRISTÃO?

Este é um assunto dentre os mais debatidos no meio evangélico. Muitos líderes crentes em Jesus, costumam propositadamente ou por erro de interpretação bíblica, usar algumas das revelações do Antigo e do Novo Testamento como intimidação à igreja, ensinando como sendo bíblico ainda hoje a devolução do dízimo, e ensinando que isso seja feito com o dízimo em DINHEIRO. Parece não saber, que o dízimo que é  ensinado no Antigo Testamento, SEMPRE FOI COM ALIMENTOS/COMIDA. Os líderes citam o revelado em Gênesis 14:18-29 e Hebreus 7:2-4, que tratam sobre o dízimo que foi dado por Abraão a Melquisedeque. Desconhecem ou esquecem que os despojos ou butins de guerra que Abraão entregou para o sacerdote, podem até ter tido no meio algum ouro e prata, mas o normal era que esses despojos fossem de pessoas tornadas escravas, armas, carros, e de muitos animais e aves. Em Levítico 27:30-34, Deuteronômio 14:22-29 e Deuteronômio 12:21, fica muito claro que os dízimos são sempre de alimentos, e são comidos pelo dizimista e os seus familiares em locais determinados por Deus.


Em Deuteronômio 14:24-26, quando o local determinado por Deus ficava distante, todo o dízimo devia ser VENDIDO, e ao chegar no local onde o dízimo deveria “ser comido o ofertante  deveria VOLTAR A COMPRAR O DÍZIMO igual ao que vendeu, e então comê-lo junto com seus familiares como era o costume.

Quando líderes pregam e aplicam Malaquias 3:10 alegando a obrigatoriedade da devolução do dízimo em dinheiro, se eles fazem isto com objetivos pecaminosos ou se o fazem por erro de interpretação bíblica, não sei. Qualquer que seja a intenção, eles não observam que ainda na primeira parte de Malaquias 3:10, é mencionada a palavra “MANTIMENTO”. Não há em toda narrativa bíblica do Antigo Testamento, algum relato que diga se AS OFERTAS eram em alimentos ou em dinheiro. Penso que eram em dinheiro, e para as compras de utensílios, óleos, velas e até armamentos para proteção do Templo. Jesus revela em Mateus 5:23-24, que não se entregue “OFERTA” SE TIVER ALGUMA PENDÊNCIA, Pergunta: Porque Jesus não mencionou “DÍZIMO”? Resposta: Porque Jesus já falava para judeus “convertidos” aqueles que já estavam crendo N’ele. Veja que em Mateus 5:20, o Mestre já faz distinção do para o  proceder e justiça dos irmãos e dos escribas e fariseus. Isto é bem diferente daquele outro momento, quando Jesus ensina em Mateus 23:23, e cita “dízimos”, porque naquele instante o Senhor Jesus nosso Mestre falava para os judeus “INCRÉDULOS”.  


O revelado por Jesus em Mateus 5:17, sobre NÃO TER VINDO PARA “DESTRUIR” a lei, e sim para “CUMPRIR”, significa cumprir as revelações sobre Ele como as citadas por exemplo em: Isaías 42:1-9 e Isaías 53:1-12. Nestas revelações o Senhor Jesus fala das dores, sua rejeição e dos sofrimentos que passaria pela Vontade de Deus Pai. Quanto a saber se a Lei do Antigo Testamento ainda ter validade, temos o  ensino de Jesus por meio de Paulo revelado em 2ª Coríntios 3:13-14, “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente PARA O FIM daquilo que era TRANSITÓRIO. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque ATÉ HOJE o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, “O QUAL FOI POR CRISTO ABOLIDO”. 


Como ficou notório irmãos, o Antigo Testamento e “SUAS LEIS” foram substituídos pela segunda aliança de Jesus que é o Novo Testamento (2 Coríntios 3:14 parte final. Desta forma, assim como não se faz mais a circuncisão e holocaustos, também não se pratica obrigatoriamente o dízimo entregando e comendo onde Deus determinar. Claro que as igrejas precisam de “dinheiro” para suas obrigações como por exemplo: Prebenda pastoral, água, energia e outros. Para isso AS OFERTAS devem ser feitas EM DINHEIRO pelos irmãos da igreja.


Só a Soberana Trindade tem o domínio da verdade absoluta. Discordar é seu direito, mas, se for discordar deve fazê-lo apresentando as revelações bíblicas que apoiam e dão sustentação aos seus argumentos. 

Comentários para claymiltonmalaquias@gmail.com Fortaleza Junho 2022.

         



PASTOR UM JUIZ DE PAZ

Sabemos que os pastores além de serem responsáveis por trazer as mensagens bíblicas para a igreja em cultos ou solenidades, ainda tem a ordem de Jesus Cristo para bem conduzir o rebanho. Também, é de responsabilidade do pastor o ensino do evangelho de Jesus e a realização de batismos e casamentos na igreja. Claro que o pastor ainda tem muitas outras responsabilidades além das aqui citadas.


Neste nosso arrazoado irmãos, pretendemos tratar sobre o casamento que ocorre entre crentes na igreja e realizado pelo pastor.


Temos percebido que existe a chamada condição “SINE QUA NON”, sem a qual não pode haver o casamento entre crentes na igreja. Esta condição, como todos sabem, é que os noivos JÁ DEVEM TER CASADO NO CIVIL. O documento do casamento civil é apresentado na igreja, e são adotadas providências para o casamento religioso. Em outras palavras irmãos, o pastor evangélico só “permite” que ocorra o casamento dos crentes na igreja, se os noivos crentes, ANTES, casaram o civil no cartório.


Aprendemos desde muito tempo que esse é o procedimento “padrão” nas igrejas de Jesus, e no entendimento dos crentes tudo está devidamente correto. Entretanto irmãos, existe para uso dos crentes em Jesus um dispositivo legal concedido por autoridades brasileiras através da Lei 1.110 de 23 de maio de 1950, e ainda amparado no Código Civil Brasileiro em seu Artigo 1.515. Como vimos irmãos, este dispositivo legal está à nossa disposição há mais de 70 anos, mas ele parece não existir porque não é praticado no meio cristão como deveria ser.


Este dispositivo legal que existe há mais de 70 anos à nossa disposição irmãos, é a Lei que DAR AOS PASTORES O PODER dele realizar na igreja ou em outro local, “O CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL”. Em outras palavras irmãos, os crentes podem casar no mesmo instante no civil e no religioso, tanto na igreja como em qualquer outro local. Claro que existem obrigações a cumprir pelos noivos como por exemplo; iniciar e finalizar a documentação em cartório de registro civil, e pagar as taxas cartoriais. Pergunta: Se o pastor tem toda essa autoridade então porque os casamentos civis ainda SÓ OCORREM PERANTE JUIZ CIVIL NOS CARTÓRIOS?.


Ninguém é dono da verdade e apenas a Trindade Divina tem esse domínio absoluto. Entretanto irmãos, penso que apenas duas situações estejam impedindo os nossos pastores de "presidir" hoje, o casamento religioso de efeito civil em nossas igrejas.

1ª) Por desconhecerem que possuem essa autoridade (o que acho até improvável), 2ª) Acredito que optam por não assumir essa responsabilidade, achando que essa tarefa com EFEITO CIVIL, possa comprometê-los no futuro caso venha por ocorrer algum “PEDIDO DE DIVÓRCIO”. Eles não são orientados de que suas autoridades no âmbito civil se limitam apenas ao ato de representar o Juiz civil constituído. Assim, os acontecimentos futuros como possíveis pedidos de separação de casais crentes, só diz respeito à autoridade civil constituída. Aos pastores cabe o aconselhamento objetivando o entendimento, reconciliação, perdão e continuidade do casamento.


Apenas estas duas situações podem estar ocorrendo no meio evangélico, para que se justifique continuar acontecendo em cartórios os casamentos civis de crentes.


Conjecturando; Quem sabe se o fato do casamento civil do crente ser realizado pelo pastor, não seria isso um inibidor de separações, e hoje não seria menor o número de crentes separados ou separados mas já em adultério? Que expliquem os pastores evangélicos o real motivo porque não é incentivado o casamento civil na sua igreja.


Graça e paz a todos!